Eu sempre quis ser gente, foi (só, alguns diriam) isso que eu sonhei pra minha vida. Gente como meu Pai, que não têm nada (materialmente falando), mas que é a pessoa mais caridosa que eu conheço, que tira de onde não tem para ajudar o próximo. Gente como minha Mãe que apesar de todas as guerras que enfrenta no dia-a-dia nunca a vi lamentar, e que é a pessoa com a maior fé que eu conheço. Gente como minha Tia querida, que agradece a Deus por todas as coisas ruins que nos acontece (¬¬) e que tem um coração do tamanho do mundo. Quando pequena eu dizia que queria ser Palhaço. E tem gente mais humana que Palhaço? Despertam alegria, sentem tristeza, têm sonhos (grandes sonhos), sabem esperar, passam por lutas, vencem muitas delas, agradecem pelo que têm, sabem valorizar o que merece valor, aprendem cedo a viver em união, compartilham medos, angústias, alegrias, dificuldades, tristezas, fantasias e realidades. Eu sonhei em ser assim, gente. Que sente, que sofre, que luta, que vence, que quer, que consegue, que chora, que ri, que crê, que ajuda, que caminha, que têm planos e que vivem (mas nem sempre em função deles). Grandes sonhos, enormes realizações. Aqui estou eu. Uma vida cheia de incertezas, cheia de lutas, cheia de motivos pra lamentar e chorar e sofrer, mas aqui estou. Vivendo, querendo, sonhando. E posso não ser uma grande médica, uma ótima advogada, uma engenheira de sucesso, uma professora exemplar, mas uma coisa que tenho orgulho de ser (e abriria mão de todas essas profissões e adjetivos pra continuar sendo) é gente.

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