quinta-feira, 28 de abril de 2011

sempre há


Há quem diga que quando não há nada a ser dito é melhor calar-se.
Há quem ache que só é possível expressar o que existe.
Há quem pense que não se pode julgar pelo o que acontece dentro da gente.
Eu digo que quando não encontramos palavras para desentupir o peito, todo esforço que fazemos é válido. Claro, tão simples dizer o óbvio, tão fácil mostrar o que é transparente em nós. Digo que vale a pena trancar-se em si até que seja possível entender as vontades, os desejos, os medos. Digo que podemos mostrar muito mais do que sabemos sobre nós e que muitas vezes nos conhecemos analisando o que mostramos, o que temos sido. Digo, ainda, que cabe a nós julgar o que acontece dentro da gente, que ninguém além de nós pode apontar,
por simplesmente não ser possível decifrar o coração alheio.
Hoje há muito a ser dito. Hoje tudo o que levei semanas para entender veio à tona.
Hoje eu decidi parar de achar que só posso dizer o que há pra dizer.
Não, as coisas que não podem ser ditas também fazem efeito, principalmente dentro de nós.

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