quarta-feira, 30 de março de 2011

- Sobre espera'nça




Não queira saber de mim. 
Entre a esperança e a espera eu vou levando sem tanta dor. 
Sim, eu prefiro acreditar que não há dor alguma. 
Que a verdadeira dor ficou estacionada onde nós paramos. 
Lá eu deixei tudo que achei desnecessário carregar. 
Deixei destroços de coração, lágrimas perdidas entre águas que caiam do céu. 
Deixei nossas manias, costumes. 
Deixei o gosto do teu beijo, a sensação que só o teu abraço me proporcionava. 
Deixei muito, mas era desnecessário carregar todas essas coisas. 
Esquecê-las impossível. 
E quem disse que pra lembrar de nós eu preciso estar carregando tudo o que fomos e fizemos e sentimos e passamos? 
Quem disse? 
Não se engane, meu bem. 
Viverei, com o doce da esperança e o amargo da espera. 
Seguirei, esperando quem sabe a esperança me deixar viver. 

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