O vento tocava rapidamente o meu rosto, e como desabafo aquilo me aliava e eu já conseguia me enxergar melhor, completa, feliz, livre. Como um vôo, é, como um erguer de asas e um salto em direção ao abismo. Não costumo me atirar, nem muito menos permitir que o vento passe por dentro de mim, deixando simplesmente ele fazer de mim o que quiser, tirar o que for necessário e preencher com o que me falta. Não costumo aceitar que algo me falta e que muito me sobra. Jogar fora o que muito me acrescentou, mas que hoje não faz a menor diferença, e deixar entrar algo novo, real, verdadeiro.
“O que a gente faz depois que é feliz?”
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