Já o enxerguei como herói, foi o meu herói em uma época em que precisei.
Tinha que ser bom o suficiente para me mostrar o caminho correto a seguir.
Sem riscos,
sem vilões,
sem fantasmas
e principalmente,
sem medos.
Ele foi, o melhor.
Já o vi como super carrasco.
Vivia com escudo e espada na mão para me defender de quem ousasse chegar perto.
Fez questão de construir uma bolha para que eu morasse nela.
Também já me mostrou que não era o meu dono.
Teve uma época em que ele me deixou livre, me fez gente grande, me mostrou a diferença em ter liberdade e conquistar liberdade.
Ainda me fez entender seu real objetivo.
Em um determinado momento me deu asas, um mapa e ferramentas para que eu enfrentasse as coisas que poderiam aparacer em minha vida.
Me instruiu a percorrer um caminho que ele já percorreu.
Sinto que sentiu minha falta, sentiu falta até das discussões que sempre acabavam em lágrimas da minha parte.
De volta o vejo diferente.
Mas não consigo saber quem mudou.
Se fui eu quem se perdeu pelo caminho ou se foi ele que se deixou perder pela correria da vida.
Não sei quem deixou morrer algo que era mais que vivo.
Não sei onde esquecemos as coisas que fazíamos juntos, as conversas duradouras que tínhamos, mesmo que não fossem pra falar dos nossos problemas.
Talvez não seja hora de pensar onde o problema se encontra, mas seja hora de encarar a verdade, de olhar no olho e dizer:
Eu ainda te amo como antigamente e continuo sendo sua pequena.
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