Sentava-se e tornava a levantar-se.
As pernas balançavam como sinos que chamam os fiéis a salvação.
Mãos suadas, olhos arregalados, olhar disperso, franja cobrindo a sobrancelha suspensa.
Na barriga uma sensação de incômodo e no peito o coração já não pulsava, era mais que isso. Eram como tambores anunciando expectativa.
Quando de repente ela consegui enxergá-lo com precisão.
Uma mania absurda de empurrar o óculos com o indicador, de mexer no cabelo o tempo todo, de sorrir só com o canto da boca. Na sua cabeça se passava tudo o que eles já haviam vivido. E ali estava ele de volta.
Levantou, fez questão que percebesse que o queria de volta.
De braços abertos deixou que ele encostasse lentamente (como de costume) a cabeça em seu ombro.
As lágrimas escorriam pelo seu braço e era possível sentir.
Ela sorriu, olhou dentro dos seus olhos marrons e encostou a sua boca a dele.
Lábio adocicados e um tanto rachados.
Nesse momento todos os seus sentidos pararam.
Nada mais poderia ser descrito, porque nada mais era por ela sentido.
O mundo estava parado, o tempo havia deixado de passar.
A eternidade estava ali.
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