
Costumo observar o céu da janela de casa. Há dias que ele não se nega a mostrar todo seu poder. Outros ele não se manifesta muito e esconde o que lhe é comum. Parece que o céu sabe quando meus dias estão escuros. Parece que ele sente quando amargurada, quando entusiasmada, quando confusa, quando na ansia de viver. Parece que ele me ajuda e me fortalece, me ensina e me emudece, me encanta e me proteje. Parece que ele acende quando animada e apaga quando enfurecida. É instatânio. O céu é grande. Mas o meu céu é maior ainda. É do tamanho do meu coração e nele cabe todas as coisas que um dia quis possuir. Um dia olhando pro alto descobri que o silêncio vem de lá. E eu que sempre quis saber de onde vinha aquele barulho que simplismente não fazia barulho. É do céu que vem o silêncio e toda sua calmaria. Passei um tempo a observá-lo. Até que apereceu você.
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