segunda-feira, 18 de maio de 2009

- Sobre ele





Tarde linda de sol.
Céu azul, nuvens grandes e alvas e nenhum barulho, exceto o do ventilador. Uma alma tristonha. Não por infelicidade, mais por uma alta dose de amor com uma leve gota de saudade.
Quem dera poder prolongar esses dois últimos dias, ou quem sabe parar o tempo para que eu pudesse usufruirdo sabor de compartilhar sentimentos recíprocus.
Quando se está próximo do desejado se perde a noção do tempo, do resto do mundo. É como se nada mais importasse, como se o ar fosse apenas parte do essencial á vida. Assim, percebe-se o quanto é bom poder fazer tudo que já existia em nossos pensamentos. Como se todas as palavras saíssem dos nossos lábios sem ser necessário pensar no que será dito. Como se cada ação fosse involuntária, como se cada vontade fosse prolongada. Os sentidos se confundem, mas os sentimentos não. Em cada momento não se pensa no que está sendo feito, só se faz, só se vive. E quando tudo passa chega a calmaria, a sensação de que não poderia ter sido melhor.
Esquece-se o passado e só se vive o presente com belos planos para o futuro. E percebe-se que valeu cada lágrima, cada suspiro, cada pancada, cada ferida, cada exaustão. Porque a cura foi conquistadae com ela veio a vontade de fazer tudo o que um dia lhe foi limitado.
Que chegue a noite e logo o dia que virá. As perocupações, amarguras e dúvidas voltarão, logo que essa dormência de ter vivido um sonho passar. Entretanto nada será esquecido e perdurará a espera para a próxima vez.


Que o tempo me seja caridoso.


PS/ Se hoje as estralas não aparecerem saberei que será pela cansaço. Elas embelezaram a minha noite passada e a tornou inequecível.


Em: 17/05/2009, tarde de domingo.

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