quarta-feira, 13 de maio de 2009

- quem - na verdade - a gente é

E então uma luz no fim do túnel...
Ela escreve todas as angústias que sente e volta para uma página que havia encontrado momentos antes, mas que na ensiedade de se desfazer daquele amargo sentimento minimiza e resolve expô-los antes mesmo de lê-la...

Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.
(Fernanda Mello)

...Então ela percebe que ao invés de minimizar aquela página poderia ter minimizado a sua angústia.
Porque o tempo de Deus, não é o tempo da gente.

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