sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sobre o que não tenho feito

Assim como escrever tem um grande significado para mim, deixar de fazê-lo também significa alguma coisa.
Tudo que é dito - entre folhas de papel, lápis, teclado, mouse, tela, tudo que é expresso seja de qual for a maneira - se não for por acreditar, é por sentir. Quando paro de escrever, me perco de mim por já não saber descrever ao certo o que acredito, o que sinto, o que sou. Paro também de me identificar com a vida, com as pessoas, as coisas, os fatos. Paro de imaginar, sonhar, aprender, criar. E perco. Entre experiências importantes, coletivas ou individuais, a vida tem me mostrado que todos temos uma forma de lidar com o que nos certa e expressar o que nos forma. Essa é a minha.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

- ao Deus dará..



E se for só isso, tudo bem. A vida é cheia dessas coisas mesmo. Nunca satisfeitos, nunca seguros o suficiente, nunca verdadeiramente dispostos. A gente reclama de toda e qualquer coisa, fala mal de tudo que nos incomoda e até do que não nos diz respeito. Julgamos sentimentos e atitudes, sempre esquecendo que sentimos e agimos diariamente. Mentimos para agradar e nos agradamos com as mentiras alheias. Pouco importa a essência. A gente costuma viver conformados com o que temos, o que somos, o que pensamos e o que sentimos. Mais fácil que tentarmos compreender a si mesmo e ao próximo. Até quando? não sei. mas a gente vai levando. Como sempre leva.

sábado, 17 de novembro de 2012

- Variando

Mais uma vez tropecei nos planos que fiz. 
Cansada de viver uma realidade que agrada 
desagrada frequentemente, propus-me derrubar barreiras. 
Deu errado, mas insisto em continuar de pé.

Que seja!




Hoje (e provavelmente só hoje) eu retornaria aos lugares em que passei. Faria questão de passear nas memórias dos que foram amigos, voltar aos corações em que já estive. Bateria nas mesmas portas, cometeria os mesmos erros, choraria pelas mesmas bobagens. Hoje eu correria atrás da liberdade com o mesmo interesse. Faria os mesmos amigos, conversaria sobre os mesmo assuntos, beijaria as mesmas bocas. Hoje eu dançaria ao som dos mesmos ritmos, escutaria as mesmas músicas a mesma quantidade de vezes em que as escutei. Tomaria os mesmo porres, as mesmas bebidas, os mesmos namorados. Engordaria os mesmos quilos e faria as mesmas loucuras para tentar perdê-los. Hoje eu passaria as mesmas noites em claro sem saber o que seria de mim no dia seguinte.



Hoje (e provavelmente só hoje) eu não mudaria nada.

quarta-feira, 21 de março de 2012

às vésperas

Sofro de véspera. Mal incalculável. Praga sem cura.
As principais causas são pensamentos profundos e questionamentos incontroláveis.
Nenhum indício de mudança de quadro nos últimos 22 anos.
Para muitos: nada muito importante. Para poucos: nada que não seja compreendido.
Para mim: nada que uma nova idade não resolva.




Só o vento leva. 
Só o tempo cura.

domingo, 11 de março de 2012

- sobre hoje

O tempo não tem pena, é bem verdade, mas ele só tira o que lhe cabe.